segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não Eu

Em mim, consciente das batalhas,
meu Eu perambula por labirintos confusos.
Desvendando mistérios, encontra-se
com o ser que não há.

De onde vem a natureza de não ser,
se a existência não se apresenta para haver?

sábado, 3 de outubro de 2009

As confusões do espírito estão à tona no nosso dia a dia,
Todos queremos resolvê-las,
Todos queremos contorná-las.
Até sabemos como, mas não sabemos por onde começar.
Somos todos incumbidos de missões que não queremos cumprir,
Desígnios de estranhos opressores.
A vontade fica sempre a parte de tudo,
Nossos esforços ficam sempre reconhecidos como meros brilhos da equipe.
Por onde anda a individualidade onde não há liberdade?
Os que andam a cumprir com sua própria vontade, sabem que comer no prato alheio, é lei de Deus.
A fome nos mantém obedientes ao que não queremos obedecer.
A tristeza nos mantém sorrindo para quem não queremos olhar.
Mas onde está a individualidade nessa terra sem liberdade?
Está lá, num ato de fúria, num drogado em meio a multidão,
em um louco gritando com os cachorros por silêncio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Qual o preço da arte???


Valores, são sinônimos de liberdade ???

Um quadro de DaVinci ou de Portinari, são grandes obras de arte, isso ninguém discute. Mas o valor dado a eles é realmente necessário para uma grande obra de arte???

Um museu é o melhor lugar para se expor obras de arte???

O Estado faz sua parte ao permitir ou não o acesso por parte da população a arte em geral???
O povo precisa de arte???
A arte pode estar a favor do Estado?? Pode estar contra???
É moral usar arte na propaganda política???

sábado, 5 de setembro de 2009

DO QUE É MEU

O que é isto?
É a rotina.
Que praga!
Não.
Terror?
Não.
O que se diz?
É coisa minha!


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Retratos do meu indesejado dia de aniversário.


Uma mesa de bar, uma cerveja, nenhuma ccompania e uma vida a lamentar!
Retratos do meu indesejado dia de aniversário.

sábado, 13 de junho de 2009

Vão-me as forças para resistir
A maré contrária, e até me deixo
Ir com as ondas.

Minha alma fraqueja perante
A face truculenta da repressão.

Meu corpo estremece com a solidão,
Salivo o desgosto de rejeitar a alegria
E espero sempre a hora da partida.

Caros senhores, sorriam!
Sofrer é certeza da vida.
Chorar é a celebração do existir.

Andemos a pensar a sensação de ser, mas, contudo
Sejamos a criança que vê o que não queremos crer.

Marcos Diego Correia

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

E então se foi...

E então se foi... levou consigo toda uma encomenda
De sorrisos, uma lenda de promessas a serem cumpridas.
Veio como o verão; iluminou nossos rostos;esquentou nossas almas,
E ao partir, assim como a primavera, que vai e deixa suas flores
A murchar, deixaste as marcas de uma existência interrompida.

“... e desde então sou porque tu és, e desde então és, sou e somos,
E por amor serei, serás, seremos.”
(Pablo Neruda).

Foste... e por assim dizer, arrasou os vastos campos
Férteis de meu coração. Onde a razão esperava o outono
Nordestino para plantar paixões e colher amores.

Desde então é tensa minha vida; é amarelo meu sorriso...
“Posso escrever os versos mais tristes esta noite.”
(Pablo Neruda).